Festas de fim de ano no condomínio e a pandemia. O que fazer?

Festas de fim de ano no condomínio e a pandemia. O que fazer?





Síndico precisa se preparar para tomar decisões de grande responsabilidade. Equilibrar festas e segurança é o maior desafio para o condomínio não virar foco de contaminação


Quantas boas histórias de festas de Natal e Réveillon o seu condomínio coleciona? Salões enfeitados, moradores vestidos de branco, luzes e música, clima de alegria e fraternidade. Claro, não sem uma ou outra reclamação de som alto ou cantoria do pessoal mais “animado”. Tudo isso faz parte do pacote da euforia de fim de ano.


Até pouco tempo, essas datas entravam na agenda do síndico quase como um ritual para fechar o ano, com medidas de organização e segurança para os moradores receberem seus convidados para as festividades.


O choque de realidade do país, que atinge a triste marca de mais de 178.000 de mortes pela covid-19, levaria qualquer síndico a se esquecer de acender as lâmpadas decorativas de Natal na fachada de seu condomínio.


Mas não é o que acontece com boa parte  dos moradores. Nove meses após o início da quarentena, muita gente quer confraternizar. Por isso o síndico deve se preparar para lidar com esse momento delicado e impedir que o seu condomínio vire um foco de contaminação.


Unidades protegidas protegem a coletividade. Esse bem pode ser o lema do condomínio quanto às festividades familiares.


Em tempos de pandemia, orientar os moradores para receberem seus convidados com os protocolos de segurança deve ser uma constante. No período das festas de fim de ano, então, a orientação precisa ser redobrada. 


A principal é que o número de pessoas seja restrito. Nada de grandes festas e reuniões cheias de gente. A indicação oficial é que o grupo não ultrapasse dez.


As famílias se reúnem para confraternizar no fim do ano e é muito comum receberem parentes vindos de outras cidades ou até países. Mas esse é um risco, alerta o cardiologista e clínico geral Fábio Melega Villela, diretor da Clínica CMA Vida, em São Paulo.


"Imagine um familiar que viajou de avião ou ônibus e, durante a viagem, teve contato com uma pessoa infectada. Pode acontecer. Mesmo dentro de casa, grupos heterogêneos se formam e é muito importante saber que isso é um problema”, avalia Villela.


Como é impossível impedir os moradores de passarem as festividades com os familiares, pedir que tomem precauções é necessário. 


“O melhor caminho é a orientação. O síndico deve tentar conscientizar as pessoas dos riscos de grandes aglomerações. As pessoas não devem ficar circulando pelas áreas comuns, por exemplo”.


Orientação para os moradores e seus convidados



  • Se alguém estiver com sintomas de covid-19, precisa cumprir isolamento;

  • Disponibilizem álcool gel em todos os cômodos;

  • Circulem dentro da unidade com calçados que não tiveram contato com o exterior;

  • Não compartilhem utensílios, copos e talheres;

  • Com convidados, procurem usar máscaras e manter algum distanciamento;

  • Com mais pessoas na casa, redobrem a limpeza e higienização;

  • Impreterivelmente, usem máscara fora de casa;

  • Nos espaços comuns dos condomínios, evitem qualquer aglomeração.


    Fonte: SíndicoNet 

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