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Minha Casa Minha Vida Ganha Projetos Mais Sofisticados

Minha Casa Minha Vida Ganha Projetos Mais Sofisticados


Ao longo de 10 anos, projetos passaram a ter área gourmet, pet place e até reconhecimento facial na portaria









Inicialmente pensado para tornar o sonho da residência própria por meio de condições atrativas de crédito acessível a famílias de baixa renda, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) evoluiu ao longo de uma década. Agora, os projetos são mais sofisticados e pensados para além da habitação. O conceito da sociabilidade foi incorporado, e as edificações já dispõem de área gourmet, quadras poliesportivas e complexos aquáticos.





Outro item até então pouco explorado era a tecnologia, que hoje ganha espaço desde a portaria, com o auxílio do reconhecimento facial, passando pela mobilidade facilitada nos condomínios por meio dos patinetes elétricos.





Segundo Agostinho Pascalicchio, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, um dos fatores que podem indicar a sofisticação dos novos projetos é o nível de exigência dos clientes – independentemente da faixa econômica em que as famílias consumidoras estão incluídas. “Por causa da mudança estrutural da população, e em consequência de todo o processo que nós passamos nos últimos anos, a pessoa que hoje adquire um imóvel do Minha Casa, Minha Vida tem um perfil de renda maior do que aquela de 10 anos atrás. O que há é um público bem diferenciado”, explica Pascalicchio.





O CEO da construtora e incorporadora BP8, Jean Cutrona, notou uma transição dos projetos em 2012, provocada pela instabilidade no setor. “Essa mudança foi motivada por ‘vossa excelência, o mercado’. Quando a crise imobiliária explodiu, tivemos uma concorrência forte. Foi preciso inovar e agregar valor às entregas. A partir do momento em que se eleva o patamar da experiência do cliente, aos poucos, isso se consolida como cultura”, defende Cutrona.





Assim como a concorrência, a BP8 já entrega condomínios com piscina, quadra e pet place para os clientes contidos nas faixas 2 (renda bruta de R$ 2.600 a R$ 4 mil) e 3 (famílias com renda máxima de R$ 9 mil) e residem – ou têm pretensão de morar – na Grande São Paulo. A construtora entendeu que a tecnologia poderia potencializar a tendência de modernização nos projetos.





“Nos novos empreendimentos haverá fechaduras de entradas com códigos e o cliente também poderá controlar as luzes do apartamento via celular. Os condomínios estarão preparados, inclusive, para a chegada dos carros elétricos, porque vamos disponibilizar carregadores para esses automóveis.”





A For Casa é outra construtora que aposta na tecnologia como atrativo e desenvolveu junto a uma startup um dispositivo que utiliza o reconhecimento facial para auxiliar a portaria na identificação de condôminos. Regis Buzetti, diretor comercial da incorporadora, destaca o mecanismo como um item a mais de segurança. Apesar de ser uma inovação cara, ele garante que não há um repasse dos custos para os clientes-alvo, neste caso, incluídos nas faixas 1,5 e 2 do MCMV.





“Boa parte desse custo sai da nossa margem de lucro, mas alguns itens nós negociamos com fornecedores. No caso do reconhecimento facial, foram dois anos na negociação com a empresa fornecedora.”





A empresa também apostou no fenômeno das bicicletas e dos patinetes elétricos compartilhados para facilitar a mobilidade dos moradores dentro dos complexos residenciais. “Seguem o mesmo conceito dos carrinhos de supermercado em que cada morador tem uma chave ou um cartão.”





Alto padrão





Em 2017, a Benx Incorporadora achou o timing para oferecer serviços semelhantes aos empreendimentos vendidos por milhões de reais em projetos que se enquadram na faixa 3, categoria mais abastada entre os quatro segmentos do plano habitacional. Além de trazer os imóveis para regiões mais próximas a polos de trabalho, que não era uma prioridade, o Viva Benx usa arquitetura autoral tanto da fachada quanto da decoração interna para valorizar os imóveis.





“Nós nos alinhamos a grandes arquitetos para fazer esses trabalhos de altíssima qualidade, sem deixar nada a desejar na qualidade de imóveis que custam milhões. Ele chega a custar 10% a mais para nós por causa de detalhes diferentes postos na fachada do imóvel, jogos de terraços e variações de cores”, detalha Luciano Amaral, diretor-geral da Benx Incorporadora.





Jairo de Sender, Rubbio & Luongo e Marcelo Rosenbaum estão entre os parceiros que assinam os empreendimentos instalados nas Nações Unidas (Jurubatuba), Vila Mascote, Barra Funda, Vila Leopoldina e Cambuci, todos na capital paulista.





Fonte: Estadão


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