A inadimplência do aluguel no Brasil registrou em dezembro de 2025 a menor taxa dos últimos sete meses, com o índice nacional de atraso nos pagamentos recuando para 3,44%, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da plataforma Superlógica. Este resultado representa um movimento de queda em relação aos 3,69% observados em novembro e reforça uma tendência recente de melhora no comportamento dos pagamentos de aluguéis no país.

📉 Principais números da inadimplência em dezembro de 2025

  • Taxa nacional de inadimplência: 3,44%, menor nível em sete meses.

  • Imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil: taxa ainda mais elevada (6,04%), embora em queda.

  • Faixas populares (até R$ 1.000): também registraram redução, com 5,89% de inadimplentes.

  • Faixas intermediárias (R$ 2.000–R$ 5.000): as menores taxas do país, em torno de 1,85% e 1,90%.

🏢 Como a inadimplência varia por tipo de imóvel

O comportamento dos atrasos difere conforme o tipo de locação. De acordo com o levantamento, os contratos comerciais apresentaram quedas expressivas, especialmente na faixa de aluguéis até R$ 1.000, onde a inadimplência caiu de 9,57% para 8,06%. A faixa entre R$ 5.000 e R$ 8.000 foi a que registrou menor nível de atraso entre os contratos comerciais.

📍 Diferenças regionais no país

A inadimplência também varia conforme a região:

  • Nordeste: maior índice nacional (5,23%), sem alteração mensal.

  • Norte: segunda maior taxa (4,73%), com leve alta recente.

  • Sudeste e Sul: menores taxas, com 3,15% e 2,68%, respectivamente.

Essa distribuição mostra que, embora o panorama nacional esteja em queda, algumas regiões ainda enfrent maiores desafios de atraso no pagamento de aluguel.

📊 Tendência recente e o cenário econômico

O recuo da inadimplência ocorre em um contexto de ajuste econômico em 2025, com alguns segmentos da economia apresentando sinais de recuperação e melhora na capacidade de pagamento dos locatários. Esse movimento pode refletir efeitos de estabilidade no mercado de trabalho e ajustes de renda das famílias, apesar dos desafios macroeconômicos, como inflação e taxas de juros.

É importante observar, no entanto, que a inadimplência ainda pode oscilar ao longo de 2026, conforme o comportamento da economia, do desemprego, da inflação e das condições de crédito. Especialistas destacam que indicadores como projeções de juros continuam a ser fatores relevantes no desempenho dos pagamentos de aluguel no país.