O governo federal anunciou que irá aumentar as faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em 2026, uma medida que deve ampliar o acesso ao crédito imobiliário, destravar parte da demanda reprimida e gerar impactos positivos em toda a cadeia do setor.
A decisão vem em um momento estratégico, marcado pela expectativa de queda gradual da taxa de juros, necessidade de estímulo à construção civil e busca por maior inclusão habitacional.
O que muda nas faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida?
De acordo com informações antecipadas pelo Ministério das Cidades e pela Abecip, a proposta prevê reajuste nos limites de renda em todas as faixas do programa, corrigindo uma distorção causada principalmente pela alta da inflação e do salário mínimo nos últimos anos.
Entre os principais ajustes em estudo estão:
Faixa 1: renda familiar mensal deve subir de R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200
Faixa 2: limite deve passar de R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000
Faixa 3 e classe média: manutenção da ampliação para famílias com renda de até R$ 12 mil, incorporada nos últimos anos
A mudança busca evitar a exclusão automática de famílias que tiveram aumento salarial nominal, mas sem ganho real de poder de compra. Além disso, amplia o público apto a financiar imóveis com taxas mais acessíveis.
Por que essa mudança é importante?
Nos últimos anos, o mercado imobiliário conviveu com um cenário de crédito restritivo e juros elevados, o que afastou muitos compradores, principalmente na baixa e média renda.
Com a revisão das faixas:
Mais famílias poderão retomar planos de compra da casa própria
Incorporadoras ganham maior previsibilidade de demanda
O setor da construção tende a acelerar lançamentos, especialmente no segmento econômico
O crédito imobiliário passa a cumprir um papel mais ativo no crescimento da economia
Segundo dados do setor, atualmente o Minha Casa, Minha Vida já responde por cerca de 85% dos lançamentos residenciais no país, o que mostra sua importância estrutural para o mercado.
Impactos diretos para compradores
Para quem pretende comprar um imóvel, a ampliação das faixas pode significar:
Taxas de juros menores em comparação ao crédito tradicional
Condições de financiamento mais acessíveis, com prazos longos
Maior oferta de imóveis enquadrados no programa, inclusive em regiões mais valorizadas
Redução do valor de entrada exigido, em muitos casos
Na prática, isso amplia as chances de famílias que hoje estão no aluguel ou adiando a compra conseguirem finalmente acessar o mercado imobiliário.
Reflexos no mercado imobiliário em 2026
A expectativa do setor é que a medida ajude a destravar a demanda reprimida, acumulada ao longo dos últimos anos de crédito caro. Com isso, o mercado pode entrar em um novo ciclo de expansão, impulsionado por:
Aumento do volume de financiamentos
Retomada gradual dos lançamentos
Maior liquidez nas vendas
Estímulo ao desenvolvimento urbano em regiões periféricas e intermediárias
Além disso, o fortalecimento do MCMV tende a gerar impacto positivo também no mercado de locação, já que parte dos inquilinos pode migrar para a casa própria, reequilibrando oferta e demanda.
Um novo momento para o setor habitacional
O reajuste das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida sinaliza uma mudança relevante na política habitacional brasileira, com foco na ampliação do acesso ao crédito, estímulo ao setor produtivo e fortalecimento da economia.
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