A inadimplência do aluguel residencial no Brasil apresentou uma melhora importante em novembro de 2025, registrando a menor taxa dos últimos cinco meses. Segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, o índice caiu para 3,69% em novembro, ante 3,76% em outubro — um sinal de que os atrasos de pagamento estão recuando no setor de locação residencial.
Apesar desse movimento positivo no mês, o índice ainda está acima dos números de novembro de 2024 (3,20%), indicando que o cenário de 2025 ainda foi mais desafiador para muitos inquilinos ao longo do ano.
📊 O que os números significam para o mercado de aluguel
📉 Tendência de redução nos atrasos
A redução da inadimplência em novembro sugere um respiro depois de cinco meses consecutivos de elevação nas taxas. Essa melhora pode refletir ajustes financeiros por parte das famílias e maior atenção ao orçamento doméstico à medida que o ano chega ao fim.
📍 Desempenho por tipo de imóvel
Nos apartamentos, a inadimplência recuou (de 2,49% para 2,39%), mostrando que esse tipo de imóvel talvez esteja sendo mais prioritário para os inquilinos.
Já nas casas, observou-se um leve aumento no atraso de pagamentos, passando de 3,74% para 3,93%.
Essas diferenças podem estar associadas aos perfis de renda e uso dos imóveis — por exemplo, casas muitas vezes abrigam famílias maiores, com custos fixos mais elevados.
💰 Faixa de renda e inadimplência
O levantamento também aponta que a queda nas taxas foi mais significativa nos imóveis de alta renda (aluguel acima de R$ 13 mil), passando de 6,63% para 6,37%.
Em contrapartida, imóveis com aluguel até R$ 1 mil tiveram um leve aumento na inadimplência (de 6,03% para 6,26%), sugerindo que famílias com orçamentos mais apertados ainda enfrentam maior dificuldade para manter os pagamentos em dia.
🌎 O cenário da Região Sul
Entre as regiões do país, o Sul tem se destacado como a área com a menor taxa de inadimplência de aluguel no Brasil, chegando a 2,96% em novembro de 2025.
Esse resultado, melhor que a média nacional, pode estar associado a diferentes fatores:
📍 Mercados urbanos mais equilibrados: grandes cidades da região — como Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis — costumam ter mercados de aluguel com boa liquidez e competição entre propriedades, o que favorece contratos mais estáveis.
💼 Perfil socioeconômico: historicamente, a Região Sul apresenta indicadores de renda e emprego que, em muitos segmentos, se mantêm robustos em comparação a outras regiões, o que reduz a pressão sobre o orçamento familiar.
🏘️ Estrutura de contratos e garantias: práticas como seguro-fiança, fiador ou aluguel com garantia financeira em administradoras contribuem para menor risco de atraso.
Para quem busca um imóvel para alugar no Sul, essa combinação de menores níveis de inadimplência e mercados de locação equilibrados traz um cenário mais confiável para tomadas de decisão — seja para moradia ou para quem investe em imóveis para locação.
📌 O que essa tendência pode indicar para 2026
A queda observada em novembro é considerada um sinal positivo para o início de 2026, especialmente depois de meses com taxas mais altas de inadimplência. Especialistas apontam que essa melhora não garante uma reversão imediata de tendência, mas indica que parte dos inquilinos está se reorganizando financeiramente à medida que a economia mostra sinais de estabilização.
No entanto, fatores como variação de renda, inflação e custo de vida seguem exercendo impacto sobre a capacidade de pagamento das famílias, o que torna importante acompanhar os indicadores mês a mês.
🏠 Conclusão
✔️ A inadimplência do aluguel no Brasil recuou para 3,69% em novembro de 2025, menor índice dos últimos cinco meses.
✔️ A Região Sul apresentou a menor taxa entre todas as regiões, com 2,96%, reforçando a estabilidade do mercado de locação na região.
✔️ Há diferenças por tipo de imóvel e faixa de aluguel, com imóveis de maior renda puxando a redução do índice.
✔️ Apesar da melhora mensal, a inadimplência ainda está acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Para quem busca alugar um imóvel ou acompanhar o mercado de locação, esses números reforçam a importância de estar atento não apenas ao valor do aluguel, mas também ao contexto econômico mais amplo — principalmente em uma região como o Sul, onde o mercado de aluguel tem demonstrado resiliência.
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