A inadimplência nos aluguéis residenciais apresentou nova redução em outubro de 2026. Segundo o Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), calculado pela Loft, a taxa chegou a 5,84%, registrando a terceira queda mensal consecutiva e o menor patamar desde abril deste ano.
O indicador havia alcançado 6,20% em julho, após quatro meses consecutivos de alta. Desde então, a inadimplência vem recuando gradualmente, com reduções em agosto, setembro e outubro.
Os dados foram divulgados pelo portal Portas, com informações da Loft. O levantamento acompanha aproximadamente 500 mil contratos ativos de fiança-aluguel administrados pela empresa em diferentes regiões do país.
Como evoluiu a inadimplência dos aluguéis em 2026?
A trajetória do indicador ao longo do ano foi marcada por oscilações. Em março, a taxa atingiu 5,46%, o menor nível da série histórica iniciada em maio de 2024. Depois, voltou a subir até julho, quando chegou a 6,20%.
A partir de agosto, o movimento se inverteu.
| Período | Índice de inadimplência |
|---|---|
| Março de 2026 | 5,46% |
| Julho de 2026 | 6,20% |
| Agosto de 2026 | 6,00% |
| Setembro de 2026 | 5,88% |
| Outubro de 2026 | 5,84% |
Fonte: Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), da Loft.
Entre julho e outubro, a taxa recuou 0,36 ponto percentual. Na comparação com outubro de 2025, quando o indicador estava em 6,26%, a redução foi de 0,42 ponto percentual.
Apesar da sequência de quedas, a variação mensal de outubro foi menor que a observada nos dois meses anteriores, indicando que a redução ocorreu em ritmo mais moderado.
Rio Grande do Sul registra queda na inadimplência
O movimento de redução também foi observado no mercado gaúcho. Em outubro, o Rio Grande do Sul registrou inadimplência de 5,5%, ante 5,7% em setembro e 5,8% em agosto.
Na comparação com outubro de 2025, quando a taxa estadual era de 6,7%, a queda foi de 1,2 ponto percentual. Segundo os dados divulgados pela Loft, o Rio Grande do Sul apresentou a maior redução anual entre os estados monitorados individualmente.
O resultado coloca o estado entre os mercados com melhora mais expressiva no período analisado. Entretanto, os dados representam os contratos incluídos no levantamento e não permitem concluir que todas as modalidades de locação no estado apresentaram o mesmo comportamento.
Diferenças regionais mostram que a redução não foi uniforme
A queda nacional foi acompanhada por resultados distintos entre as regiões brasileiras.
No Sudeste, a taxa de inadimplência passou de 6,3% em julho para 5,9% em outubro. No Sul, recuou de 5,8% para 5,5% no mesmo intervalo.
Já o grupo formado pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste permaneceu com índice de 7% por três meses consecutivos, o maior percentual entre os agrupamentos regionais apresentados no levantamento.
Entre os estados acompanhados individualmente, Minas Gerais registrou a maior taxa em outubro, de 6,5%. O Rio de Janeiro apresentou o menor índice, de 4,4%.
Os resultados demonstram que a evolução da inadimplência varia conforme o mercado analisado. Por isso, a leitura do indicador nacional deve considerar também as diferenças regionais e estaduais.
Como é calculado o índice de inadimplência da Loft?
O Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) utiliza dados de aproximadamente 500 mil contratos ativos de fiança-aluguel sob gestão da Loft. A base inclui imóveis residenciais de diferentes padrões e regiões do Brasil.
Pela metodologia divulgada, são considerados inadimplentes os contratos com pagamentos atrasados há mais de 15 dias. As imobiliárias responsáveis pelos contratos têm um prazo de até três meses para comunicar os atrasos à empresa, o que também deve ser considerado na interpretação dos resultados.
O indicador, portanto, representa uma amostra específica do mercado de locação formal. Não abrange necessariamente todos os contratos administrados por imobiliárias, nem as locações realizadas diretamente entre proprietários e inquilinos.
Também existem outros levantamentos sobre inadimplência locatícia no país, com bases de dados e critérios diferentes. Em setembro de 2026, por exemplo, o índice divulgado pela Superlógica registrou 2,93%, considerando sua própria metodologia e uma base superior a um milhão de locatários. Os percentuais não devem ser comparados diretamente sem considerar as diferenças entre as amostras e os critérios utilizados.
O que os números indicam para o mercado de locação?
A redução da inadimplência é um indicador relevante para acompanhar o comportamento dos pagamentos de aluguel, mas não significa que o risco de atraso tenha deixado de existir.
Para a análise do mercado, é importante observar a evolução do índice ao longo de vários meses, as diferenças regionais e as características da carteira de contratos considerada.
A sequência de quedas registrada entre agosto e outubro de 2026 aponta para uma melhora gradual no universo acompanhado pela Loft. A continuidade dessa tendência dependerá dos resultados dos próximos meses.


