Uma das principais pesquisas do setor, o Raio X FipeZAP (2º trimestre de 2025), trouxe números que acenderam o sinal de alerta no mercado imobiliário:

  • Apenas 33% dos entrevistados pretendem comprar um imóvel nos próximos três meses — o menor índice desde 2019, ante 35% no primeiro trimestre.

  • O contexto atual envolve escassez de crédito, com queda no saldo da poupança e taxa Selic de 15%, tornando o financiamento mais caro e difícil.


O que está impulsionando esse recuo?

  1. Menor oferta de crédito imobiliário

    • Diminuição do saldo da poupança e menor atuação do SBPE no segmento de médio e alto padrão afeta diretamente a oferta de empréstimos.

  2. Juros elevados

    • Com a Selic em 15%, os financiamentos estão mais caros. Mesmo que sinais indiquem que a taxa pode recuar, a alta deve persistir por algum tempo.


Apesar da queda na demanda, investidores seguem ativos

  • A participação de investidores entre os compradores nos últimos 12 meses subiu de 31% para 43%, acompanhada por transações com intenção de aluguel (52%) e revenda (30%) — sinal de que o mercado segue atraente para quem visa lucro.

  • A pesquisa também aponta um aumento nas negociações com desconto:

    • 66% das transações tiveram redução de preço (acima da média histórica de 64%).

    • Desconto médio geral: 7%; entre os descontos aplicados: 10%.


Expectativas futuras: ainda não é hora de comprar?

  • 71% dos entrevistados consideram os preços “altos ou muito altos”.

  • A expectativa média de valorização nos próximos 12 meses é de apenas 2,7%, com compradores recentes esperando até 7,9% e potenciais compradores prevendo queda nominal de 0,2%.

  • A longo prazo (10 anos),:

    • 34% acreditam que os preços superarão a inflação,

    • 28% acham que acompanharão a inflação,

    • 13% esperam valorização abaixo da inflação.


A intenção de compra recuou à mínima histórica, mas o mercado ainda vive oportunidades — especialmente para quem compreende a conjuntura e sabe se posicionar com inteligência.