Em 10 de outubro de 2025, o governo federal lançou um novo modelo de crédito imobiliário que traz mudanças estruturais para financiamento habitacional. Um dos destaques é a elevação do teto de imóveis enquadrados no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Além disso, a Caixa Econômica Federal anunciou que retornará a financiar até 80 % do valor dos imóveis novos, o que representa um avanço em relação à cota limitada a 70 % vigente desde novembro de 2024.
O que muda na prática?
Imóveis mais elevados poderão ser financiados dentro das regras mais vantajosas do SFH, com juros limitados a 12% ao ano.
O novo modelo propõe uma transição gradual que se estenderá até 2027, para ajustar as novas regras e garantir estabilidade no sistema.
Estima-se que o mercado receba uma injeção mínima de R$ 20 bilhões já em 2025 para viabilizar este novo fluxo de crédito imobiliário.
A Caixa projeta que, somente ela, poderá financiar mais 80 mil moradias até 2026 com esse novo modelo.
Por que essa mudança?
O limite anterior de R$ 1,5 milhão já estava defasado em várias cidades, Frente à valorização do mercado imobiliário, muitos imóveis de médio-alto padrão ficavam fora do SFH e eram obrigados ao crédito livre — com taxas muito mais altas.
Além disso, o novo modelo busca flexibilizar o uso dos recursos da poupança. Atualmente, parte desses recursos ficam retidos como depósito compulsório no Banco Central, limitando quanto pode ser usado para crédito habitacional. O novo desenho pretende liberar gradualmente esses valores para aumentar o volume de crédito no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).
Pontos de atenção
O financiamento de 80 % aplica-se principalmente a imóveis novos; para usados, continuam existindo restrições regionais.
A transição para o novo modelo será gradual; algumas regras antigas seguirão válidas até 2027.
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