A inadimplência no pagamento de aluguéis residenciais e comerciais no Brasil voltou a preocupar o setor imobiliário. Segundo o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, a taxa subiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 3,15% em abril para 3,33% em maio de 2025.

Embora ainda abaixo do índice registrado no mesmo período de 2024 (3,69%), o número de maio representa a segunda maior taxa do ano, ficando atrás apenas de janeiro (3,44%). Para especialistas, esse aumento é reflexo direto do aperto no orçamento das famílias brasileiras.

“O crescimento da inadimplência indica que muitas famílias estão enfrentando dificuldades para manter seus compromissos em dia, inclusive o aluguel”, afirma Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias da Superlógica.


Quais regiões foram mais afetadas?

O levantamento também revelou um recorte regional, evidenciando onde a inadimplência está mais crítica:

  • 🟥 Norte: 4,77% (maior taxa nacional)

  • 🟧 Nordeste: 4,68%

  • 🟨 Sudeste: 3,13%

  • 🟩 Centro-Oeste: 3,12%

  • 🟦 Sul: 2,70% (menor índice do país)


Faixa de aluguel e inadimplência: onde está o maior risco?

Um dos dados mais relevantes da pesquisa foi o cruzamento entre o valor do aluguel e a inadimplência:

  • 💸 Aluguéis acima de R$ 13 mil registraram 6,25% de inadimplência, o maior índice desde junho de 2024.

  • 💰 Por outro lado, imóveis com aluguel entre R$ 2 mil e R$ 3 mil apresentaram a menor taxa: 1,87%.

Esses dados sugerem que imóveis de alto padrão, apesar de atraentes para investidores, podem carregar um risco maior de inadimplência em momentos de instabilidade econômica.


Casas, apartamentos ou imóveis comerciais: quem sofre mais?

O tipo de imóvel também impacta diretamente na taxa de inadimplência:

  • 🏘️ Casas: subiram de 3,48% para 3,72%

  • 🏢 Apartamentos: de 2,08% para 2,20%

  • 🏬 Imóveis comerciais: de 4,33% para 4,58%

O segmento comercial permanece como o mais sensível, ainda lidando com os impactos de inflação alta, juros elevados e retração no consumo.