O mercado imobiliário brasileiro passa por uma transformação histórica. Em 2024, 23% dos lares eram alugados, segundo dados do IBGE. Isso significa que mais de 46 milhões de brasileiros vivem em imóveis alugados — o maior patamar desde o início da série, em 2016.

Ao mesmo tempo, caiu a proporção de imóveis quitados: 62,5% em 2023 para 61,6% em 2024, o menor índice já registrado.


Por que isso está acontecendo?

  • Crédito imobiliário mais restrito: juros elevados dificultam o financiamento da casa própria.

  • Mudanças demográficas e sociais: o número de pessoas morando sozinhas quase dobrou em 12 anos, chegando a 14,4 milhões de lares unipessoais em 2024.

  • Envelhecimento da população: 40% dos que vivem sozinhos têm mais de 60 anos.

  • Transformação urbana: cresce a vida em apartamentos, que já representam 15,3% das moradias no país.


O que isso significa para o mercado?

Se, por um lado, cada vez mais brasileiros recorrem ao aluguel, por outro, o movimento reforça a força do imóvel como ativo de investimento.

  • Para quem compra, o imóvel oferece segurança patrimonial e possibilidade de renda recorrente.

  • Para investidores, o cenário abre espaço para imóveis destinados à locação, especialmente em grandes centros urbanos.

  • Para o mercado como um todo, é a confirmação de que o aluguel deixou de ser exceção e passou a ser parte estrutural da realidade habitacional do Brasil.


O recorde de brasileiros vivendo de aluguel não significa que o sonho da casa própria tenha desaparecido — mas sim que o imóvel ganha relevância como patrimônio e fonte de renda.
Em um país onde a demanda por locação cresce continuamente, investir em imóveis continua sendo uma das estratégias mais sólidas para preservar e multiplicar patrimônio no longo prazo.